É comum ouvirmos queixas de lapsos de memória de idosos e familiares. Esquecer o nome de uma pessoa que não vê há muito tempo, ou onde guardou o controle remoto ocasionalmente, é considerado esquecimento benigno (fisiológico da idade) e ocorre devido a um processamento mais lento de informações no cérebro envelhecido.
Contudo, o alerta deve ser ligado quando os esquecimentos passam a comprometer a independência da rotina diária. Esquecer o que almoçou hoje, não conseguir mais preparar uma receita tradicional, repetir a mesma pergunta diversas vezes em minutos ou perder-se em caminhos habituais não são características do envelhecimento normal.
Esses sinais apontam para a necessidade de uma Avaliação Geriátrica Global. O geriatra aplica testes de triagem cognitiva e realiza exames laboratoriais e de imagem cerebral para diferenciar esquecimentos causados por estresse, deficiências vitamínicas (como B12) ou distúrbios da tireoide, do início real da Doença de Alzheimer ou outras síndromes demenciais.
